Pergunta o Jumento que é um tipo inteligente
Porque razão foi indeferido o pedido de Armando vara de ser levantado o segredo de justiça? A não ser que arranjem melhor desculpa a ideia que fica é a de que ao calar os arguidos e ocultar os processos apenas se pretende gerir as violações do segredo de justiça em função de uma estratégia de comunicação que está definida e que escolhe os momentos mais adequados em função do calendário político, para além de controlar o que se sabe e o que não se sabe.



Já com Lopes da Mota, procurador que foi traído por dois colegas e “amigos” com quem almoçou, por ter comentado a demora do andamento do processo Freeport, também requereu o levantamento do segredo de justiça do processo que lhe foi instaurado, para que a verdade viesse TODA a público. Foi-lhe negada essa pretensão, porém, partes do dito processo, foram vindo a público às pinguinhas, de acordo com a agenda política dos mandantes dois dois pulhas traidoires do seu colega e “amigo”.
A seguir, foi o idêntico pedido, igualmente indeferido de Armando Vara, agora comentado pelo Jumento.
Ontem, foi a vez de Penedos ter solicitado a divulgação pública das escutas de todas as conversas havidas …
Aposto que, tal pedido, vai ter o mesmo caminho dos anteriores. Isto é, indefere-se a divulgação completa dos processos, pois dá mais jeito a publicação às mijinhas de extractos de conversas retirados do contexto, para servir os interessses polítcos dos canalhas a quem servem, feita pelos canalhas da imprensa vendida, entregue pelos canalhas da “justiça” que lhe têm acesso.
Normal seria que o poder fosse conquistado através do voto livre dos cidadãos portugueses, mas, como não o conseguem por essa via, escolheram esta miserável via, ao mesmo tempo que arrastam pela lama aquele que devia ser o pilar fundamental dum país civilizado e democrático: A JUSTIÇA!
O processo penal ao serviço da intriga política
No meio de tudo isto, vale a pena perguntar por que surgem agora estas notícias, que já tinham sido referidas na comunicação social. Não é preciso puxar muito pela cabeça para encontrar a resposta: Lei das Finanças Regionais.
A oposição e, sobretudo, o PSD compreenderam que dificilmente lhes será perdoada a brincadeira perigosa da aprovação de uma lei iníqua e profundamente lesiva da coesão e da solidariedade nacionais. Como explicar a um alentejano ou a um transmontano que devem ser tributados em IVA à taxa de 20 por cento, enquanto na Madeira a taxa é de 14 por cento, mas em contrapartida os madeirenses beneficiam de receitas com base numa taxa de 20 por cento, pois a diferença (entre os 20 e 14 por cento) é transferida para a Madeira através do Orçamento do Estado? E como explicar também que a Madeira, cuja dívida é astronómica e que apresenta um rendimento per capita superior à média nacional, possa continuar soberanamente a endividar-se com o Estado a funcionar como avalista?
Tudo isto vai no sentido da mais grosseira violação do imperativo de justiça kantiana: age de tal maneira que o princípio do teu agir se possa transformar em regra universal. Era engraçado, não era? Todos tributados à razão da taxa de 14 por cento e beneficiarmos de receitas com base na taxa de 20 por cento.
Faça-se, no entanto, justiça de pensar que Alberto João Jardim sabe um pouco mais de aritmética do que isto. As suas contas baseiam-se sempre no egoísmo e na irresponsabilidade. Ficou na memória a afirmação que ele fez ao tempo do referendo à regionalização, em 1998, quando disse que era a favor da regionalização da Madeira, mas contra a regionalização no continente… Pudera!
Assim, perante o escândalo da Lei das Finanças Regionais, houve quem percebesse que era necessário agir. Nada mais explica a escolha deste momento para a publicação das notícias, tanto mais que a Dr.ª Manuela e o seu círculo próximo nunca esconderam, antes pelo contrário, que já tinham conhecimento, vá-se lá saber como, dos materiais agora publicados.
posted by Miguel Abrantes @ 8.2.10
O Bloco propôs, para já, a criação de uma comissão parlamentar de inquérito, e, posteriormente outros procedimentos para apurar a “verdade”. O PSD, não quer essa comissão para já. Pretende ouvir jornalistas, empresários de comunicação social e outras vitímas da asfixia democrática … Os outros passos ficam para mais tarde.
Para quê pôr toda a carne já no assador?
A vítima, tal como os porcos no espeto (ai que saudades dos porcos no espeto …), é para cozinhar em lume brando, à medida dos apetites dos comensais …