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February 23rd, 2010 mocho Leave a comment Go to comments

A pouco menos de um mês do fim do inquérito do caso Freeport, o Ministério Público continua sem provas para acusar o primeiro-ministro, José Sócrates.


Uma pergunta.

Os ingleses já encerraram. Os portugueses vão encerrar.

Porque motivo o jornal Público coloca isto em letras pequenas em vez de fazer os grandes títulos habituais?

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  1. Jorge Amaral
    February 23rd, 2010 at 23:49 | #1

    É evidente, que a fictícia história teve o desfecho justo, o inesperado para a oposição. Como não dominam a verdade, a oposição ao PS sempre adoptou a política menos correcta, a da mentira. Facto é, que a todo o custo têm tentado virar a opinião pública portuguesa contra o líder do PS, a figura mais exposta. Esquecem-se, que existe uma máquina humana socialista muito atenta a todas essas manobras. A nível local, isto é, em Mangualde, o mesmo sucedeu em relação ao actual presidente da Câmara. Enfim…idiotices políticas de gente crescida e ainda com atitudes de um passado recente – coisas salazaristas. Necessitam de psicólogos para os adaptar ao novo século.

  2. Manuel Azevedo
    February 24th, 2010 at 00:13 | #2

    Porém, com letras grandes, publicou esta ignomínia e filhadaputice:
    “INQUÉRITO DO FREEPORT NÃO REUNIU PROVAS PARA ACUSAR SÓCRATES” …
    Era para escrever um texto de minha autoria sobre o assunto, mas resolvi passar a bola a quem sabe melhor dar a devida resposta. Ora aí vai mais uma do Jumento:

    JUMENTO DO DIA

    António Arnaldo Mesquita e Paula Torres de Carvalho, jornalistas do ‘Público’

    Ao que parece o MP não fará qualquer acusação a José Sócrates, isto é, o primeiro-ministro é inocente em todas as acusações que lhe foram feitas. No plano jurídico até seria considerado inocente se fosse acusado, condenado e na sequência de um recurso um tribunal superior assim o decidisse.

    Mas na linguagem sacana portuguesa há uma forma de insinuar a culpa de um inocente, é dizer que não foi acusado por falta de provas, uma expressão muito querida dos nossos magistrados do Ministério Público, depois de enxovalharem um qualquer cidadão na praça pública usam esta linguagem para deixarem no ar que o arguido era culpado mas foi esperto.

    Hoje toda a comunicação social deu a notícia da inocência de Sócrates no caso Freeport, mas só o ‘Público’ recorreu à forma sacana e o título da notícia era “MP sem provas para acusar Sócrates no caso Freeport”. Isto é, deixa-se no ar que Sócrates pode não ser inocente, só que o MP não encontrou provas de culpa.

    Compreende-se a sacanice cobarde, o blogue do Belmiro de Azevedo foi um dos jornais que mais se destacou na utilização do caso Freeport na tentativa de destruir politicamente José Sócrates. Começa a ser tempo de quem não concilia com este jornalismo de esgoto deixar de comprar jornais como o ‘Público’.

  3. Manuel Azevedo
    February 24th, 2010 at 10:53 | #3

    Agora mais um posto do Causa Nossa:

    quarta-feira, 24 de Fevereiro de 2010
    Habilidades jornalístcas
    [Publicado por Vital Moreira] [Permanent Link]
    Noticiando que Sócrates não vai ser acusado no caso Freeport, o Público dizia ontem que o «Primeiro-ministro foi suspeito durante quase seis anos, nunca tendo sido constituído arguido.»
    Há aqui uma dupla incorrecção. Primeiro, Sócrates nunca esteve na situação de “suspeito” na investigação, pela simples razão que nunca houve contra ele nenhum indício relevante; segundo, para a generalidade da imprensa ele não foi simplesmente suspeito, mas sim expeditamente acusado e sumariamente condenado. Em vez de continuar a insinuar suspeitas que nunca tiveram o mínimo fundamento (persistindo em referir “indícios” inexistentes), a imprensa que participou no prolongado e malévolo “julgamento popular” de Sócrates deveria agora retractar-se e pedir desculpas ao visado e aos seus leitores.
    Era o mínimo exigido pela seriedade, responsabilidade e boa-fé jornalística. Mas já se viu que tal não vai suceder. A instrumentalização mediática do processo Freeport contra Sócrates, nascida de uma comprovada conspiração política, há-de permanecer como um escandaloso exemplo de irresponsabilidade e de perseguição política da imprensa em Portugal. Se tivessem vergonha, deveriam envergonhar-se…

  4. olhovivo
    February 24th, 2010 at 10:56 | #4

    quando pessoas da praça falam, muitas vezes metendo o bedelho onde não são chamados, nem para os quais têm competência, é porque têm geralmente telhados de vidro, tentando chamar a atenção para outros como forma de esconder a sua própria sombra. vem isto a propósito deste texto do câmara corporativa:

    “Houve um tempo em que a PT interferiu, de facto, na informação em Portugal.

    José Leite Pereira, director do Jornal de Notícias, recordou-o na Assembleia da República: “Granadeiro pediu-nos para, antes de publicarmos artigos sobre a PT, o avisarmos”.
    E José Leite Pereira lembrou ainda que, nessa altura (o director do JN escusou-se hoje a adiantar mais pormenores, mas a história já foi contada mais que uma vez), Rui Rio tentou afastar a direcção do jornal.

    Ora o militante social-democrata Henrique Granadeiro foi presidente da Lusomundo Media (resultante da compra da Lusomundo pela PT), entre 2002 e 2004.
    E quem estava no governo nessa altura? Precisamente: Durão Barroso e Santana Lopes, não menosprezando Paulo Portas.
    E quem fez parte desses governos? Por exemplo, Luís Marques Mendes, José Pedro Aguiar-Branco e Paulo Rangel.
    Sim, os mesmos que hoje se rebelam contra a golden share do Estado da PT nunca se incomodaram muito com a sua existência nesse tempo.
    E, pelos vistos, a golden share da PT foi-lhes muito útil para controlar a informação. Sim, porque para além das tentativas de afastar a direcção do JN, foi ainda nesse tempo que Fernando Lima saiu directamente da assessoria de imprensa de Martins da Cruz para a direcção do Diário de Notícias e que a direcção de Carlos Andrade foi demitida na TSF para dar lugar a uma rádio com noticiários de dois minutos e canções melosas dos anos 60. Tudo à sombra da golden share da PT.
    Não têm saudades desse tempo, drs. Mendes, Aguiar-Branco e Rangel?”

  5. Manuel Azevedo
    February 25th, 2010 at 00:13 | #5

    Afinal o Boliqueime andava a par de tudo, inclusivé, do que o próprio malandro do Sócrates, pelos vistos, não sabia. E esta?

    QUEM INFORMOU CAVACO DO NEGÓCIO DA TVI

    «A 21 de Junho de 2009, o ex-administrador da PT Rui Pedro Soares diz ao administrador do BCP Armando Vara que “Belém, na sexta-feira [dia 19 de Junho] à tarde, já estava com preocupações [relativamente ao negócio PT/TVI], pois terão sabido de alguma forma”.

    Rui Pedro Soares identifica a fonte da Presidência como sendo José Eduardo Moniz, uma vez que acreditava que, na PT, só ele e Zeinal Bava sabiam do que se estava a passar. Nas escutas interceptadas, Armando Vara terá demonstrado preocupação com a “fonte” que estava a informar o Presidente da Repúblico, Aníbal Cavaco Silva. Dias depois, Cavaco volta a ser referenciado nas escutas como alguém que “não quer” o negócio da PT/TVI. A 25 de Junho, Paulo Penedos também fala do PR em conversa com Rui Pedro Soares dizendo – na sequência da polémica e das declarações do PR e da líder do PSD – que “pode ser a morte dela e do Cavaco, que se precipitaram…” » [Diário de Notícias]

    Parecer:

    Por este andar José Sócrates foi o último a saber…

  6. mariahenriques
    March 6th, 2010 at 22:42 | #6

    Super actualizada;))-pois lamento mas as noticias freeport ao que parece só existem cá no burgo.: http://bit.ly/aEGOSm

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