É cada vez mais claro. Se queres o Cavaquismo vota no leitismo
Mas depois não se queixem
Documentos provam que foi o principal assessor de Cavaco Silva, Fernando Lima, quem deu indicações ao editor do jornal Público, Luciano Alvarez sobre as suspeitas de o Presidente estar a ser vigiado pelo Governo.
Vem hoje no DN
Parece que a inventona das escutas começa a descobrir-se.
Não é admissível que o PR, com obrigações de isenção, moderador e árbitro tenha alegadamente interferido na campanha desta forma. A notícia aponta para uma fabricação com origem muito próxima de Cavaco. Fernando Lima está com ele há 20 anos. O palácio de Belém tem de esclarecer porque permitiu ou fomentou uma notícia falsa de ataque ao Governo.
O Diário de Notícias publica, esta sexta-feira, um e-mail que provarque a ordem partiu do próprio chefe de Estado.
Lendo a TSF verifica-se que : No texto publicado pelo Diário de Notícias afirma-se que a iniciativa para tornar pública a suspeita partiu do próprio chefe de Estado.
É isso que diz Luciano Alvarez, editor do Público, no e-mail que enviou a 23 de Abril de 2008 a Tolentino Nobrega, o correspondente do Jornal na Madeira.
Alvarez informa-o que se reuniu com Fernando Lima, a pedido deste, e que a conversa começou com o assessor de Cavaco Silva a dizer que estava ali a pedido do chefe de Estado para falar de um assunto grave.
E qual era o assunto? O presidente da republica acha que o gabinete do primeiro-ministro o anda a espiar e que a maior prova disso tinha sido o facto de José Sócrates ter enviado um funcionário do Ministério da Administração Interna à Madeira só para espiar os passos do presidente e dos homens do seu gabinete durante uma visita ao arquipélago.
Luciano Alvarez relata depois que Fernando Lima lhe entregou um dossier sobre Rui Paulo da Silva Figueiredo, o tal elemento do MAI.
O editor do Público explica depois a Tolentino Nobrega porque lhe escreve: «é que para fazer caminho no jornal, a história tem de começar, com todo o cuidado, na Madeira».
Aliás, continua Luciano Alvarez, é também esse o interesse da presidência da República, tal como lhe disse Fernando Lima. Belém queria que a notícia fosse revelada a partir do arquipélago para não parecer que foi alguém da presidência que soltou a história, mas sim alguém ligado a Alberto João Jardim.
A seguir, Alvarez propõe a Tolentino Nóbrega dois ângulos de investigação que lhe tinham sido sugeridos pelo próprio Fernando Lima.
Luciano Alvarez sublinha ainda que esta história só é do conhecimento do presidente da República, do Lima, do director do Público e dele próprio.
O e-mail enviado ao correspondente na Madeira termina com um estímulo e «um abraço e vai-te a eles». “
LINDO não é?
Curiosamente aquele tipo que está à frente do público para tentar derrubar Sócrates diz: “O director do jornal Público não leu o e-mail enviado pelo editor do Público, Luciano Alvarez, ao correspondente do Jornal da Madeira, Tolentino da Nóbrega, em que se revela que a iniciativa de tornar público o caso das alegadas escutas feita na Presidência da República partiu do próprio Cavaco Silva.
Mas repare-se embora não o tenha lido : “ assegurou, contudo, que parte desta mensagem se refere a uma «discussão natural entre um director, um jornalista e um editor», mas que parte do e-mail «não corresponde ao seu conteúdo exacto».”
E tudo isto sem o ler…
E depois ainda diz que o acesso a este email “apenas poderá ter partido dos serviços secretos,..”
E depois imagine-se “criticar a publicação deste e-mail por parte do Diário de Notícias, a quem foi dito que parte da mensagem era «forjada», e por com base nela ter «denunciado a fonte do jornalista, o que é uma violação gravíssima do Código Deontológico dos jornalistas”
E isto vem de um senhor que passa a vida a inventar notícias, a falar de vídeos, de mails.. de cartas.. desde que contra Sócrates.
Já o Anacleto o tinha dito. Foi abafado. Agora regressa.
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