Médica” afinal era homem”- ou assim funciona a justiça neste país
Creio que conhecem a história. Uma falsa médica( afinal era um homem) a mulheres e passando-se por médica do IPO Porto informava as mulheres que tinha sido nelas detectado um cancro.
Afinal, a voz feminina que enganou “várias dezenas de mulheres”, segundo a PSP, seria simulada por um homem, de 46 anos, vendedor de profissão, sem qualquer ligação à área da saúde e residente em Vila das Aves (Santo Tirso). Foi apanhado em flagrante, anteontem, na rua, a contactar mais uma vítima por telemóvel.
Presente, ontem, ao Tribunal de Instrução Criminal do Porto, acabaria por sair em liberdade, com termo de identidade e residência.
Saiu assim tranquilamente do tribunal, com a medida de coacção mínima, o homem suspeito de ter-se feito passar por médica para induzir mulheres a actos sexuais em “consultas” telefónicas. Há mais processos em investigação e o indivíduo pode não ser o único falso clínico.
Várias mulheres, de diferentes pontos do país, eram contactadas telefonicamente por uma “doutora” que se apresentava como profissional do IPO, mas também do Hospital de S. João. Sob o pretexto da urgência de essas pessoas fazerem rastreios por poderem ter cancro, o indivíduo, imitando uma voz feminina, conseguia convencê-las a fazer “testes” envolvendo práticas de masturbação e apalpação.
Em determinados casos, até perguntava às “pacientes” se tinham telemóveis 3D para estas poderem filmar aqueles actos e enviar-lhe as imagens. Para poupar nas chamadas – houve conversas de horas – chegava a dizer-lhes para serem elas a ligar-lhe.As mulheres ainda eram aconselhadas a deslocar-se aos hospitais, para mais exames.
Já foram ouvidas 15 vítimas e que futuramente serão contactadas “várias dezenas” que também terão caído no esquema. A única motivação do indivíduo seria a satisfação sexual.
Fonte JN—————
Aproveitando-se do estado de fragilidade que provocava nestas mulheres conduzia-as a actos degradantes e a um estado de óbvia debilidade e sofrimento. Este senhor depois de um bom advogado demonstrar que não se consegue provar que as chamadas foram feitas por ele, embora tenha sido apanhado em flagrante prática do acto, ou de alegar alguma perturbações psicológicas sairá provavelmente sem castigo. Para já depois de ouvido foi-lhe instituída um simples termo de Identidade e residência que é aliás obrigatório para todos os arguidos. Andará por aí a fazer o mesmo.
Algo vai mal na justiça .
PS-Curiosamente conheço uma pessoa que tem precisamente a mesma coação porque 5 pulhas e reizinhos se acham ofendidos com um comentário feito por um anónimo num blogue que ele possuía. Sinceramente cada vez mais me parece que um bons murros resolvem melhor o problema da justiça em Portugal.



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